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População afrodescendente da América Latina II
Os afrodescendentes, que representam entre 20 e 30% da população da América Latina, experimentam níveis desproporcionais de pobreza e exclusão social, e continuam a enfrentar graves discriminações em todas as esferas. Apesar da existência de quadros jurídicos nacionais...

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 Autopercepciones de la población afroperuana: identidad y desarrollo ("Auto-percepções da população afro-peruana: identidade e desenvolvimento)

Autores: Karina Miranda Tovar, Javier Zorrilla Eguren, José Carlos Arellano. Assistentes: Alejandro Pizarro, Nina Lacan. Prólogo: Iván Lanegra Quispe,Vice-Ministro de Interculturalidade do Ministério da Cultura da República do Peru.

Publicação do projeto regional PNUD "População Afrodescendente da América Latina II" (PAAL2). Cidade do Conhecimento, Panamá, de 2013.

Apesar do incontestável crescimento econômico do Peru nos últimos anos, os dados estatísticos recolhidos pela Pesquisa Nacional de Domicílios, realizada pelo Instituto Nacional de Estatística e Informação desse país mostram uma estagnação na situação socioeconômica dos afro-peruanos, o que contrasta com a situação de outros grupos populacionais.

O projeto regional PAAL2 encomendou a Ipsos Apoyo Opinión y Mercado a realização desta pesquisa qualitativa para explorar em profundidade a realidade dos afrodescendentes no Peru, conhecer as ações implementadas pelo Estado e sociedade civil na defesa dos seus direitos e analisar a percepção dessa população sobre os problemas ou obstáculos ao seu desenvolvimento econômico e social.

Conteúdos
Este documento começa com uma seção que fornece informações sobre o contexto nacional do Peru, com base em indicadores demográficos, econômicos e sociais. Também inclui as descobertas mais relevantes e atuais sobre a distribuição geográfica da população peruana por etnia. Em seguida, apresenta a seção metodologia, na qual é detalhada a informação relacionada com o trabalho de campo que permitiu atingir os objetivos da pesquisa. Esta seção inclui informações sobre os universos e as localizações geográficas selecionados, as técnicas de pesquisa utilizadas e as características dos participantes.

Em seguida, a seção de análise abrangente examina em profundidade as informações coletadas durante o trabalho de campo. Finalmente, são apresentadas as conclusões do estudo.

Universo, amostra e segmentação
O universo estudado é constituído por mulheres e homens afro-peruanos que vivem em áreas urbanas e rurais do país. A amostra foi composta de mulheres e homens que se identificaram como afro-peruanos e pretos, com mais de 18 anos e vivem em Lima urbana, Lima rural(Cañete), La Libertad urbana (Trujillo), Lambayeque rural (Capote), Ica urbana (Chincha e Ica), Piura urbana (Morropón) e Cajamarca urbana (Jaén).

A segmentação da amostra por região geográfica foi baseada na distribuição da população afroperuana por departamentos, sendo selecionados aqueles lugares do país com maior peso de população afro-peruana. Além disso, a seleção incluiu grupos focais em localidades rurais, já que cerca de 30% dos afro-peruanos vivem em áreas rurais.

Algumas conclusões da pesquisa:

  • Atualmente, ser negro e pobre no Peru significa estar no último grau da valoração social.
  • A discriminação atinge mais forte a mulheres e crianças afrodescendentes pobres, de pele mais escura e costumes tradicionais.
  • Os dados obtidos a partir das testemunhas recolhidas durante a investigação permitem concluir que somente uma transformação substantiva da qualidade da educação e da saúde pode tornar o desenvolvimento humano numa experiência cotidiana e dissolver as estruturas de discriminação denunciadas nos depoimentos dos participantes entrevistados para este relatório.
  • O movimento social afro-peruano organizado em torno das associações e ONGs é fragmentado e ainda não conseguiu exercer uma pressão suficientemente forte para forçar o Estado a implementar uma decidida política intercultural e antidiscriminatória.
  • Se o Estado não expressa uma clara e forte política intercultural e antidiscriminatória, que estabeleça a punição dos atos de discriminação em suas várias formas e promova a superação das barreiras enfrentadas pelos afro-peruanos, não será possível alcançar o desenvolvimento pleno desta população. 

Baixar PDF (disponível apenas em Espanhol, 92 páginas)


¡Aquí estamos! Niñas, niños y adolescentes afroperuanos (Aqui estamos! Crianças e adolescentes afro-peruanos)

Relatório co-publicado pelo Centro de Desenvolvimento Étnico (CEDET), Plan Internacional e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Lima, Peru, abril de 2013.

Autores: a análise e integração da informação foi conduzida por Martín Benavides e Paola Sarmiento, do Grupo de Análise para o Desenvolvimento (GRADE); Néstor Valdivia and Martín Moreno analisaram a ENCO 2006;  o trabalho de campo foi coordenado pelo Centro de Estudos Afro-peruanos e promoção Lundu com a participação de Mónica Carrillo, Rocío Muñoz, Eduardo Espinoza e Néstor Valdivia; e o estudo da Fundação Van Leer e GRADE foi encarregado a Martin Benavides, Manuel Etesse e Fiorella Risso Brandon. Equipe técnica do estudo: Oswaldo Bilbao, do CEDET; Cariño Ramos, Evelyn Buenaño, Haydee Echarry e  Nathalie Trejo, do Plan Internacional; Ana Gabriela Guerrero, David Benítez e  Carla Valla, do UNICEF.  Edição: Daniel Ágreda Sánchez.

Conteúdos
Na sua introdução, o documento assinala que as crianças e os adolescentes afro-peruanos são afetados pela situação de exclusão e a pobreza, e por práticas discriminatórias que ainda existem no país, o que impede o pleno exercício de seus direitos e de sua cidadania.
Uma das principais recomendações do estudo é que “o Estado deve incorporar a variável étnica ou racial nas pesquisas, no censo e no registro administrativo dos serviços de saúde, educação e proteção. Ter esta informação é um ponto de partida essencial para  que as autoridades e funcionários dos diferentes níveis de governo possam traçar o desenho e a implementação de políticas, programas e orçamentos para responder ao perfil, as características e as necessidades das crianças e adolescentes afro-peruanos, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida
O estudo possui quatro seções. Na primeira, é apresentado o perfil demográfico das crianças e dos adolescentes afro-peruanos, incluindo as suas condições de vida e os níveis de pobreza. A segunda trata do direito à saúde, a terceira do direito à educação e a quarta do direito à proteção.

Metodologia
A metodologia utilizada para a elaboração do estudo combina diferentes fontes e técnicas de pesquisa. A informação quantitativa provém de:
a) Pesquisa Nacional Contínua (ENCO) 2006, do Instituto Nacional de Estatística e Informática (INEI), que inclui perguntas de auto-identificação étnico-racial.
b) “Pobreza, discriminación social e identidad: el caso de la población afrodescendiente en el Perú” (Pobreza, discriminação social e identidade: o caso da população afrodescendente no Peru),  Banco Mundial (Benavides et al. 2006).
c) Estudo “Identidad, salud y educación afroperuanas en las localidades de Yapatera, El Carmen y Condevilla” (Identidade, saúde e educação afro-peruanas nas localidades de Yapatera, El Carmen e Condevilla ", desenvolvido pelo GRADE e financiado pela Fundação Van Leer  em 2011.

Para complementar isso, foram aplicadas técnicas qualitativas: 21 grupos focais e 114 entrevistas em profundidade com diferentes atores sociais foram realizados em quatro regiões do país (San Gabriel, Condevilla, El Carmen e Yapatera).

Baixar PDF (102 páginas. Disponível apenas em Espanhol).
Assista ao vídeo de apresentação

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Novidades

PERU
O relatório sobre a população afro-peruana foi lançado em Lima
09/05/2013

O relatório "Autopercepciones de la población afroperuana: identidad y desarrollo" ("Auto-percepções da população afro-peruana: identidade e desenvolvimento), publicado pelo projeto regional PNUD "População Afrodescendente da América Latina II" (PAAL2),  foi lançado em Lima na sexta-feira 03 de maio, em uma oficina realizada no Complexo Javier Perez de Cuellar do PNUD, que contou com 55 participantes e foi transmitido ao vivo pela web.

O painel que presidiu o encontro foi formado por Rebeca Arias, Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas e Representante do PNUD no Peru; Ivan Lanegra Quispe, Vice-Ministro de Interculturalidade do Peru (autor do prólogo do relatório) e Silvia García Savino, Coordenadora do PAAL2.

Após as apresentações dos membros do painel de abertura, dois dos autores do relatório explicaram aos participantes a metodologia, os resultados e as conclusões da investigação.

Grande impacto na mídia
A apresentação do relatório teve uma ampla cobertura da imprensa escrita, radial e televisiva. Também teve impacto nas redes sociais. As mensagens relacionadas com a apresentação do relatório no
Facebook do PNUD Peru foram vistas por 3.500 pessoas.  Veja o álbum de fotos da reunião.


Dan Collyns, correspondente da CCTV América no Peru, produziu um relatório especial que foi transmitido pela divisão estadunidense da CCTV News, canal de notícias em  língua inglesa  da emissora China Central Television. Veja o vídeo neste link.
"Instan a reforzar sensibilización en los colegios para contrarrestar discriminación racial”, Andina-Agência de Notícias do Peru.
Todos somos afros”, Jornal La Pr1mera.     

 

Na quarta-feira 8 de maio  Salgalú TV on-line, o primeiro canal de TV na Internet do Peru, transmitiu uma entrevista com a coordenadora do PAAL2, conduzida pelo jornalista Carlos Noriega ("Opinión"). Veja o video neste link.

Artigos recomendados (disponíveis apenas em espanhol)

Fotos: Cortesia do PNUD Peru / ONG Lundu

PERU
Primeira escola para a formação de jovens líderes afrodescendentes
16/05/2013

Criada por Ashanti Peru, a Rede Peruana de Jovens afrodescendentes, iniciou suas atividades em Lima a Primeira Escola de Jovens Líderes Afrodescendentes "Conhecer e Participar por seus Direitos", que atualmente tem inscritos 30 jovens afro-peruanos.

O objetivo da Escola é o fortalecimento "das competências e habilidades de liderança dos jovens afro-peruanos, a luta contra o racismo e a discriminação racial, o conhecimento sobre os direitos humanos, a geração de propostas de desenvolvimento local, o aumento gradual da participação do cidadão e o posicionamento em espaços de tomada de decisão a nível local, regional e nacional. "

Ao longo de um cronograma de três meses, os treinadores e instrutores profissionais de oficinas  desenvolverão um programa que consiste em 11 módulos de três horas e media de duração, na tarde de sábado na Universidade Peruana de Ciências e Informática (UPCI por sua sigla em espanhol) (Jr. Talara 748-752, Jesus Maria, Lima. Os Graduados receberão um certificado aprovado pelo Ministério da Educação, entre outros, e participarão no Encontro Nacional de Jovens Líderes Afrodescendentes, a ser realizado em agosto de 2013.

Veja a lista de participantes e mais informações sobre a escola.

¿O que é Ashanti Peru?
Ashanti Peru nasceu em 2005 por iniciativa da ASONEDH (Associação Negra para a Defesa e Promoção dos Direitos Humanos). Ashanti reúne jovens líderes de comunidades afro-peruanas, com representantes dos departamentos de Tumbes, Piura, Lambayeque, Arequipa, Lima - Callao, Ica e Tacna. Seu principal objetivo é combater o racismo, a discriminação e a pobreza através da participação ativa e efetiva dos afrodescendentes no exercício pleno da cidadania e dos direitos humanos.

Foto: Cortesia do AshantiPeru.

REGIÃO AMÉRICA LATINA
Juventud con Voz publicou um artigo de opinião do PAAL2
03/04/2013

A plataforma digital
Juventud con Voz acaba de publicar "A invisibilidade é também, e acima de tudo discriminação" um artigo de opinião assinado por Silvia Beatriz García Savino, coordenadora da Projeto Regional "População afrodescendente da América Latina II" (PAAL2). Recomendamos a sua leitura.

Criada sob os auspícios do PNUD, a plataforma é um lugar de encontro para promover o debate entre os jovens da região América Latina e Caribe. Um lugar onde os jovens são os protagonistas e os autores da informação através do uso de diferentes ferramentas digitais (blogs, vídeos, áudios, fotos, fóruns, pesquisas online, redes sociais etc.). Os afrodescendentes têm uma secção dedicada especificamente a eles como parte das "Comunidades", junto com "Voces Latinas", "Nos" (mulheres), "Indígena", "Incorruptível".

O objetivo da Juventud con Voz é contribuir para a agenda do desenvolvimento humano sustentável e o fortalecimento das organizações e da liderança política e social da juventude, sob os princípios da governabilidade democrática e inclusão social.

Links:
www.juventudconvoz.org
Artigo: "A invisibilidade é também, e acima de tudo discriminação

AGENDA 2013
Novos livros, oficinas e fórum internacional do PAAL2
11/3/2013

Durante o ano em curso, o projeto regional "População afrodescendente da América Latina" (PAAL2 por sua sigla em Espanhol) vai publicar novos livros sobre a população afrodescendente da Costa Rica, Panamá, Peru e Uruguai. As publicações serão lançadas em oficinas a serem realizadas nesses países. Também estamos organizando o Fórum para o pensamento estratégico "Mulheres afrodescendentes e ação política na América Latina: Rumo à construção coletiva de uma agenda comum", que terá lugar na Cidade do Panamá, com a participação de representantes de 17 países.

Novos livros
Entre março e novembro de 2013 serão lançados os livros que contém os relatórios das seguintes consultorias encomendadas pelo PAAL2:

  • "Auto-percepções da população afro-peruana: identidade e desenvolvimento."
  • "A situação sócioeconômica da população afro costarriquense de acordo com dados do X Censo Demográfico Nacional e VI Censo de Habitação do ano 2011".
  • "Análise qualitativa: percepções e auto percepções da população afro-panamenha."
  • "Mapa Político e liderança da população afro-uruguaia."
  • "Análise da situação socioeconômica da população afrodescendente no Uruguai".

As oficinas para apresentar os livros aos respectivos governos, sociedade civil, universidades e meios de comunicação em cada país serão realizadas em Lima, em San José, Costa Rica, Panamá e Montevidéu (datas ainda pendentes).

Estes quatro novos livros (os dois relatórios sobre a população afro-uruguaia  serão contidos em um único volume) vão se agregar aos livros já publicados pelos projetos PAAL1 e PAAL2. Clique aqui para ver a lista completa de livros e suas resenhas sob o titulo "Nossas Publicações" deste site.

Encontro Internacional
O Fórum regional para o pensamento estratégico "Mulheres afrodescendentes e ação política na América Latina: Rumo à construção coletiva de uma agenda comum" está programado para Julho próximo na Cidade do Panamá. O objetivo geral do encontro é ajudar a definir estratégias eficazes e práticas que favoreçam uma maior incidência política das mulheres latino-americanas. Serão convidadas 34 mulheres políticas afrodescendentes de 17 países. Em breve teremos mais informações.

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